O principal desafio de Paulo Câmara na área da segurança  


Paulo Câmara promete reforçar prevenção às drogas no Estado. Foto: Felipe Ribeiro/JC Imagem

Paulo Câmara começa, oficialmente, a segunda gestão à frente do Governo de Pernambuco. Na primeira, enfrentou fortes dificuldades para conter o avanço da criminalidade e os altos números da violência. Até falou em “crise nacional” para justificar os resultados catastróficos de 2017 e os péssimos rumos do programa Pacto pela Vida. Agora, com uma redução de 25% nos  homicídios em 2018, fruto principalmente da contratação de milhares de policiais civis e militares para diminuir o déficit das corporações, o Governo do Estado sente um certo alívio. E parecer ter começado a entender que o investimento em prevenção foi insatisfatório, quando deveria ter sido prioritário. Afinal, como sempre lembraram os especialistas da área, não se combate violência apenas com repressão.

Para a nova gestão, Câmara contará com a Secretaria de Políticas de Prevenção às Drogas. A promessa é de novos investimentos para resgatar e tratar as pessoas que precisam se livrar do vício. No passado, o governo de Eduardo Campos criou o programa Atitude, que até apresentou bons resultados, mas sofreu diversos cortes no orçamento e perdeu força no governo Paulo Câmara. Agora, com uma secretaria exclusiva para combater a principal causa da violência e dos homicídios, a esperança se renova.

O ex-secretário executivo de Segurança Pública do Recife, Eduardo Machado, também é uma boa surpresa para a nova gestão. Machado foi empossado como novo secretário de Imprensa do governador. Ele terá a missão pensar estratégias de relacionamento do Governo do Estado com os veículos de comunicação e com os jornalistas no Estado. Mas Machado também chega com as experiências e os resultados positivos dos Compaz no Alto Santa Terezinha e no Cordeiro. Ele será fundamental para abrir os olhos de Paulo Câmara para mais investimentos em prevenção. Afinal, nos bairros em que os Compaz foram instalados, houve redução significativa na violência, o que demonstra o quanto investimentos similares são importantes para vencer, aos poucos, a guerra à criminalidade.