Laudo confirma morte de britânico por asfixia causada pela própria cobra de estimação


“É raro cobras adotadas como animais de estimação causarem ferimentos graves. Mas já cheguei a ser atacdo por uma pitón-africana”, continuou o veterinário
Foto: Divulgação
JC Online

Durante o tribunal realizado na última quarta-feira (24), a polícia britânica acredita que o apreciador de animais exóticos Dan Brandon, morreu asfixiado aos 31 anos pela cobra de estimação, uma pitón-africana de 2,4 metros, na casa em que vivia com os pais em Hampshire, na Inglaterra. A conclusão foi do médico legista Andrew Bradley, que aconteceu durante a sessão no tribunal que estudava o motivo da sua morte, em agosto do ano passado.

De acordo com informações do jornal The Guardian, Babs Bradon, a mãe da vítima, contou em tribunal que no dia 25 agosto de 2017, quando estava cozinhando, ouviu o som de algo estalando dentro do quarto. Ao entrar no quarto, o filho estava morto e a cobra, que foi batizada ironicamente de ‘Tiny’ (pequenina), estava escondida por perto.

 

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A mãe ainda contou que a cobra chegava a ser agressiva ocasionalmente. Além da Tiny, Brandon tinha mais nove cobras e doze tarântulas.

Ele era um herpetólogo especializado que tomava conta dos seus répteis e mantinha uma boa relação com os animais”, afirmou o veterinário John Cooper, citado pelo The Guardian.

“É raro cobras adotadas como animais de estimação causarem ferimentos graves. Mas já cheguei a ser atacdo por uma pitón-africana”, continuou Cooper.

Tribunal

Em tribunal, o médico legista Andrew Bradley disse não acreditar que a pitón tivesse intenção de agredir Brandon, mas não tem dúvidas de que a serpente se enrolou à volta do corpo de Brandon. “Houve um momento em que ou ela o agarrou ou o fez tropeçar. Depois afastou-se talvez com o choque da queda dele, ou o choque da reação do dono. Tenho de aceitar que a Tiny foi instrumental na morte do Dan”, explicou. “Ele foi asfixiado como resultado do contacto com a Tiny”.