Jungmann diz que PF vai investigar boato de nova paralisação dos caminhoneiros


Porto de Suape ficou 9 dias praticamente parado / Foto: Arnaldo Carvalho/JC Imagem

Porto de Suape ficou 9 dias praticamente parado
Foto: Arnaldo Carvalho/JC Imagem
Douglas Fernandes, do Blog de Jamildo
Com informações de Estadão Conteúdo

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, disse, em entrevista à Rádio Jornal nesta sexta-feira (1º), que não passam de boatos a possibilidade de uma nova paralisação dos caminhoneiros anunciada para o dia 4 deste mês, nas redes sociais.

”Não existe uma articulação para refazer o movimento. Está se tentando criar um clima de ansiedade, de preocupação e divulgando fatos infundados”, disse o ministro, que acrescentou que conversou com o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Sérgio Etchegoyen, ainda nesta sexta (1º) e que foi identificada a origem do boato.

Segundo Jungmann, os boatos vão ser objeto de um inquérito pela Polícia Federal e que “providências estão sendo tomadas”. Ainda de acordo com o ministro, há movimentos isolados que querem retomar a greve, mas ressaltou: “nada semelhante” à greve que paralisou o País por 10 dias, criando uma crise de desabastecimento de combustíveis e de alimentos.

Ouça a entrevista completa:

Santos foi o último porto liberado

Após assembleia entre representantes de três associações e o governador de São Paulo Márcio França, os 1.600 caminhoneiros autônomos que ainda permaneciam no Porto de Santos decidiram encerrar a greve na madrugada desta sexta-feira, dia 1º. A Polícia Militar, tropas do Exército e da Marinha, que estão no local desde quarta-feira (30) para liberar os acessos ao porto, devem permanecer para garantir a segurança e evitar novas mobilizações.

“Com a volta ao trabalho no Porto de Santos o País retorna à normalidade. Os caminhoneiros e o governo do Estado de São Paulo fizeram do diálogo o caminho para a solução de um problema que afetou o Brasil. Isso é a prova de que a boa política representa o melhor caminho para enfrentar as crises”, disse Márcio França

Um dos pontos reivindicados pelos manifestantes, o fim do pedágio do eixo suspenso, está vigorando desde quinta-feira, 31. O governo estadual não precisará repor as perdas às concessionárias. Como compensação, vai prorrogar a validade dos contratos de concessão.