Bolsonaro diz que retaliação do Irã após ataque de Trump seria ‘suicídio’


O presidente ainda defendeu o mandatário americano: ‘Acho que o Trump não está fazendo campanha política em cima disso, não’

O presidente afirmou desconhecer o poder bélico do Irã, mas acredita que o país não responderá:

O presidente afirmou desconhecer o poder bélico do Irã, mas acredita que o país não responderá: “É suicida da parte deles”, disse
Foto: Isac Nóbrega/PR
Estadão Conteúdo

O presidente Jair Bolsonaro minimizou nessa sexta-feira (3) o aumento das tensões entre Irã e EUA e seus efeitos de longo prazo sobre o preço do petróleo. Em entrevista à TV Bandeirantes, o presidente afirmou acreditar que os iranianos “dificilmente” vão retaliar os americanos após a morte do general Qassim Suleimani. Bolsonaro disse ainda que Irã e Brasil mantêm conversas sobre exportação de alimentos, mas destacou que “países que dão cobertura a terroristas ficam cada vez mais para trás”.

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O presidente afirmou desconhecer o poder bélico do Irã, mas acredita que o país não responderá: “É suicida da parte deles”, disse. Bolsonaro também avaliou que, em um conflito militar, “perde o mundo todo” e defendeu que o posicionamento do Brasil seja “pacífico”. “Afinal de contas, nós não temos forças armadas nucleares, como alguns países têm.” Bolsonaro defendeu o presidente americano, Donald Trump: “Acho que o Trump não está fazendo campanha política em cima disso, não. Quando o Bin Laden deixou de existir se aventou essa possibilidade, mas o americano tem uma linha muito séria no tocante ao combate ao terrorismo”.

Apoio à “luta contra o flagelo do terrorismo”

Em nota, o Itamaraty apoiou nessa sexta a noite a “luta contra o flagelo do terrorismo”. O comunicado não menciona o nome do comandante militar morto na ação e diz que o Brasil está “pronto a participar de esforços internacionais que contribuam para evitar uma escalada”.

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Iranianos choram durante protesto contra a morte de Qasem Soleimani
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A Embaixada do Brasil em Bagdá recomendou nessa sexta que não sejam feitas viagens ao país em razão do “quadro de incertezas e especulações” após o ataque.